quarta-feira, 29 de março de 2017

Menina moça - Blog encerrado pra sempre ( Obrigada a todos)





Nada é mais doce quando uma garotinha se torna menina moça. Ela sabe que é linda e esbanja sorrisos e sabe dizer não aos garotos, deixando-os apaixonados.
Mas todos sabemos que essa fase passa depressa, vira uma jovem linda e num estalo de dedo encontra alguém que irá amar para sempre, casando ou não a felicidade fará morada na sua vida.

Com essa doce postagem
Com o coração doendo

ENCERRO ESSE BLOG

quarta-feira, 22 de março de 2017

Outra Obra inesquecível- Do nosso amigo blogueiro Carlos Soares


Blog: gvpoeta.blogspot.com.br


Outra obra que comprei e adorei

Autor: Carlos Soares de Oliveira

Minha infância




Até hoje eu não conheci alguém assim como eu que tivesse tido uma infância brejeira tão feliz! Morava numa cidade do interior, meu pai tinha vários porcos de engorda que ficavam em chiqueiros no fim da minha pequena cidade, onde havia uma linda relva que no inverno ficava molhada pelo forte sereno.
Um dia minha mãe ganhou uma porquinha bebê que não podia ficar no chiqueiro sozinha, então foi criada em casa. Que amor! Mamãe dava banho nela todos os dias, passava aquele talco cheirosinho, dava mamadeira e ela ia dormir na dispensa que ficava no prolongamento da casa. A porta ficava entreaberta e quando ela queria fazer suas necessidades eu a ensinei fazer num cantinho do quintal. Carinhos eram muitos de nós. A gulosa tomava duas mamadeiras e o dia ia passando até eu ir à escola, ficava sozinha, pois mamãe trabalhava.
Quando terminavam as aulas corria pra casa para cuidar da porquinha, abraçava, beijava, era um anjinho, eu  esquentava o leite para por nas mamadeiras a gulosa bebia deitadinha no meu colo, ia cantando canção de ninar, ela dormia eu a colocava na sua caminha feita com um caixote de madeira bem acolchoada, a cobria bem.
Nesse meio tempo que ela dormia ia brincar com as outras crianças na rua de peteca, bola, etc... Ela acordava e roncava que queria agora sobra de comida e colinho.
Não demorou muito tempo ela cresceu e engordou muito e não podia ficar mais em casa. Meu pai fez um chiqueiro novinho e a colocou dentro. Colocava água e comida todos os dias e quando ia embora  eu chorava e ela roncava sem parar. O chiqueiro ficava meio afastado de casa e mamãe à tarde lavava sua casinha, ficava limpinha.
À tarde ia dar banho nela, carregava dois regadores com água sabonete, escova e pasta para escovar seus dentes, ela deixava, pois de pequena ela tinha esse mimo. Dava-lhe aquele banho gostoso e no assoalho do chiqueiro tinha um buraco natural, onde ela fazia suas necessidades fisiológicas. Eu com uma enxada limpava tudo, jogava areia Nos arredores dos chiqueiros havia muitas flores, conversava com elas, bebia as gotículas de orvalho que ficavam dependuradas das suas folhas e pétalas.
Meu pai vendeu a porca, eu sabia que ela ia morrer, eu e mamãe choramos muito sua venda para o abate.
Assim é a vida, poderia ser uma pessoa a dor foi a mesma, com a diferença que pessoa não ia para o abate. Cada um com sua doença ou velhice.
"Tadinha” da minha porquinha. Nunca mais comi carne de porco.
Obs: só vou postar às quartas-feiras, se estiver bem. Obrigada